História
Edwina Noronha de Andrade construiu uma trajetória musical singular em São João da Boa Vista, aproximando composição, violão e cultura popular em uma época pouco aberta à presença feminina nesse instrumento. Sua obra preserva sonoridades do campo, da cidade e da memória afetiva local.
Autodidata no violão, participou ativamente da vida cultural sanjoanense: organizou saraus, apresentações musicais e peças de teatro, muitas delas no Teatro Municipal. Suas composições aproximam a música popular, a vida do campo, o folclore e a paisagem afetiva de São João da Boa Vista.
O acervo registra mais de 500 composições atribuídas a ela. Entre os títulos lembrados estão “Canoeiro”, “N’é mentira, não” e “Meu São João”; “Cateretê” e “Hei Boi” ganharam circulação mais ampla em gravações de Inezita Barroso. Edwina também aparece registrada como membro honorário da Academia de Letras de São João da Boa Vista.
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