Abertura
Izabel Queiroz, a Dona Nena, é lembrada em São João da Boa Vista por seu temperamento vibrante e por uma vida atravessada por afetos, trabalho e participação pública. Mãe de cinco filhos, cedo descobriu também outra paixão: o carnaval. Ainda jovem, organizou seu primeiro bloco, com mais de 150 participantes, no antigo colégio. “Eu me lembro que na época nunca conseguimos ganhar o prêmio de melhor bloco, porque o pessoal era muito danado.
Chegávamos ao Centro Recreativo e eles me começavam a bater as bandeiras na cabeça do júri e por ai ia. Só não éramos expulsos porque entre o pessoal do bloco havia muitos filhos de gente importante da cidade, mas que passávamos por maus bocados, passávamos”, brinca ela. Agora, engana-se quem acha que dona Nena se dedica inteiramente ao carnaval.
Trajetória
Ela ainda consegue tempo cuidar de seu sítio, participar da política sanjoanense e de ainda fazer trilhas com os jipeiros da cidade “As historias mais engraçadas que já aconteceram comigo foram andando de jipe. Já bati, cai do jipe, já desci cada serra que eu fico meio assustada só de lembrar. mas depois que a gente faz essas coisas é que vamos pensar que parece loucura né?” Dona Nena é enfática: não se arrepende de nada que já fez em sua vida. Ela admite que nunca foi uma pessoa muito calma, dessas de ficar muito quieta e sossegada.
“O meu maior problema é que não gosto de ficar muito parada. Minha vida é corrida, e enquanto Deus permitir, quero que ela continue assim. Acho que isso vai me ajudando a envelhecer com saúde. Eu faço de tudo, mesmo com a minha idade. Eu não gosto de ficar parada, brinca ela. Idade que, por sinal, ela faz questão de não dizer. “Já me encheram muito com essa história de idade, principalmente quando me casei, porque tínhamos uma diferença de 20 anos.
Com isso, eu jurei que não ia falar quantos anos eu tinha, que não ia mais atormentar ninguém com isso”. Revista Atua - Mateus Ferrari — Foto: Dany Luengo
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